‎... QUE O SOL AO NASCER TE FAÇA SORRIR, TE MOSTRANDO QUE MAIS UM DIA SE INICIA. QUE O VENTO LEVE SEUS SONHOS ATÉ DEUS E QUE TUDO SE REALIZE... MAS QUANDO ENTARDECER, E TUDO SE ESCURECER, NÃO DESANIME, AS ESTRELAS VÃO BRILHAR E LOGO MAIS A LUA APARECERÁ... MAS, SE AS NUVENS COBRIREM O CÉU, FECHE OS OLHOS E PERCEBA QUE... NEM TODOS OS DIAS TERMINAM COMO A GENTE QUER, MAS TODOS OS DIAS PODEM COMEÇAR COMO A GENTE SONHA! BEIJOS...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A QUEM POSSA INTERESSAR, O QUE NÃO É AMOR...



Quando você precisa de outra pessoa para sobreviver, 
É um parasita dela. 
Não há escolha nem liberdade envolvida em seu relacionamento. 
É uma questão de necessidade, e não de amor. 
O amor é o livre exercício da escolha. 
Duas pessoas só se amam quando são capazes de viver sem o outro mas escolhem viver juntas.”
Defino a dependência como a incapacidade de experimentar a totalidade ou funcionar adequadamente sem a certeza de que o outro está realmente cuidando de nós. Em 
adultos fisicamente sadios, a dependência é patológica – doentia, 
Sempre uma manifestação de uma doença ou falha mental. 
Deve ser distinguida do que comumente chamamos de necessidades ou sentimentos de dependência. 
Todos nós. quem não tem necessidades e sentimentos de dependência? 
Todos nós queremos ser mimados, 
nutridos, cui¬dados por pessoas mais fortes do que nós que realmente se preocupam conosco – e sem ter que fazer o menor esforço. 
Não importa o quanto somos fortes, dedicados, responsáveis e adultos, se olharmos atentamente para nós mesmos descobriremos o desejo de que cuidem de nós, para variar. 
Por mais velhos e maduros que sejamos, buscamos e gostaríamos de ter em nossas vidas figuras maternas e paternas satisfatórias. 
Mas, para a maioria de nós, esses desejos não são dominantes; não são o tema central de nosssa existência. 
Quando eles realmente dominam nossa vida e ditam a qualidade da nossa existência, temos algo mais do que apenas necessidades ou sentimentos de dependência: somos dependentes. 
Especificamente, uma pessoa cuja vida é dominada e ditada por necessidades de dependência, sofre de uma desordem psíquica diagnosticada como “desordem de personalidade dependente 


passiva”, talvez a desordem psiquiátrica mais comum..


Esses indivíduos – os dependentes passivos – estão tão ocupados tentando ser amados que não lhes resta energia para amar. 
São como pessoas esfomeadas, procurando alimento onde podem, e sem ter alimento para oferecer aos outros. 
É como se fossem vazias por dentro, um poço sem fundo que nunca pode ser totalmente preenchido. 
Nunca estão “satisfeitas” ou têm uma sensação de plenitude. 
Sempre acham que “algo está faltando”. 
Não suportam a solidão. 
Devido à sua falta de totalidade, não possuem um verdadeiro senso de identidade e se 
definem apenas por seus relacionamentos.
A palavra “passivo” é usada conjuntamente com a palavra “dependente” porque essas pessoas se preocupam com o que os outros podem fazer por elas, e não com o que elas próprias podem fazer aos outros. Certa vez, fora perguntado  cinco  solteiros – todos dependentes passivos -,  sobre seus objetivos. 
Como gostariam de estar dali a cinco anos? 


De um modo ou de outro, todos responderam: 
“Quero me casar com alguém que realmente se importe 
comigo.
” Ninguém falou em ter um emprego interessante, criar uma obra de arte, contribuir para a comunidade, ser capaz de amar alguém ou até mesmo ter filhos.
A idéia de esforço não estava envolvida em seus devaneios; só visualizavam um estado passivo de recepção de afeto. 



 “Se o objetivo de vocês é ser amados, não vão conseguir.

O único modo garantido de ser amado é ser digno de amor, e vocês não podem ser dignos de amor quando seu principal objetivo na vida é ser amados passivamente.” 
Isso não significa que as pessoas dependentes passivas nunca façam coisas pelos outros, mas sua principal motivação para fazê-las é consolidar o apego dos outros a elas, garantindo assim sua própria proteção. 
E quando a possibilidade de afeto do outro não está diretamente envolvida, elas têm grande dificuldade em “fazer coisas”. 
Todos os membros desse grupo acharam extremamente difícil comprar uma casa, separar-se dos pais, arranjar um emprego, deixar um trabalho antigo ou até mesmo dedicar-se a um hobby..
No casamento normalmente há uma diferenciação dos papéis dos dois cônjuges, uma divisão de trabalho que costuma ser eficiente. 
Em geral a mulher cozinha, limpa a casa, faz as compras e cuida dos filhos; o homem tem um emprego, cuida das finanças, apara a grama e faz reparos. 
Os casais sadios trocam instintivamente de papéis de vez em quando. 
O homem pode cozinhar uma vez ou outra, passar um dia da semana com os filhos, limpar a casa para surpreender a mulher; ela, por sua vez pode arranjar um trabalho de meio expediente, aparar a grama no aniversário do marido ou cuidar dos cheques e das contas durante um ano. 

Muitas vezes o casal considera essa troca de papéis um tipo de jogo que traz sabor e variedade para o casamento. 
É verdade, mas talvez o mais importante (até mesmo quando realizado de maneira inconsciente) seja o fato de esse processo diminuir a dependência mútua. 
De certo modo, cada cônjuge faz uma espécie de treinamento de sobrevivência para o caso de perder o outro. 
Para os dependentes passivos, no entanto, a perspectiva de perder o outro é tão assustadora que não conseguem encarar a preparação para isso, ou tolerar um processo que reduziria a dependência ou aumentaria a liberdade do outro. 
Conseqüentemente, uma de suas características marcantes é que sua diferenciação de papéis é rígida. 
Em vez de diminuir eles tentam aumentar a dependência mútua, tornando o casamento mais parecido com uma prisão. 
Ao fazer isso – em nome do que chamam de amor, mas que na realidade é dependência – limitam sua própria liberdade e estatura, assim como as do outro.
A dependência passiva se origina de uma falta de amor. A sensação de vazio que atinge esses dependentes é um resultado direto da incapacidade de seus pais de satisfazer suas necessidades de afeto, atenção e carinho durante a infância. 
Mencionei que as crianças amadas e protegidas com relativa constância durante toda a infância entram na idade adulta com um sentimento profundo de que são valiosas e dignas de amor e, portanto, serão amadas e protegidas enquanto permanecerem fiéis a si mesmas..
 Já as crianças que crescem em uma atmosfera em que o amor e o carinho são raros ou estão ausentes, tomam-se adultos sem essa força interior. 
Em vez disso, têm uma sensação de insegurança, de “não ter o bastante”, de que o mundo é imprevisível e frio e de que seu valor e seu direito de serem amadas são duvidosos. 
Portanto, não é de admirar que essas pessoas sintam necessidade de agarrar o amor, o cuidado e a atenção onde quer que os encontrem, com um desespero que as leva a ter um comportamento manipulador, maquiavélico e sem amor, que destrói os mesmos relacionamentos que tentam preservar.
.
 O amor e a discipli¬na caminham de mãos dadas, de modo que pais sem afeto e carinho são pessoas sem disciplina, e quando não conseguem oferecer aos filhos a sensação de que são amados, tampouco lhes oferecem a capa¬cidade de autodisciplina. 

Assim, a dependência passiva é apenas a principal manifestação de uma desordem de personalidade. 
Os dependentes passivos não têm autodisciplina. 
Não estão dispostos ou não são capazes de adiar a gratificação de sua fome de atenção. 
Em seu desejo desesperado de criar e manter vínculos, deixam de lado a honestidade. 
Apegam-se a relacionamentos deteriorados quando deveriam renunciar a eles. 
Mais importante ainda, não se sentem responsáveis por si mesmos. 
Fazem passivamente dos outros, muitas vezes até dos próprios filhos, a fonte de sua felicidade e realização; portanto, quando não estão felizes ou realizados, basicamente acreditam que os outros são os responsáveis. 
Por isso estão sempre zangados, sempre se decepcionando com os outros, que na verdade nunca satisfazem suas necessidades nem são capazes de fazê-los felizes. 
Conheço uma pessoa que costuma dizer: 
“A pior coisa que você pode fazer é se permitir ser dependente de outra pessoa.
 É melhor ser dependente de heroína. 
Enquanto houver uma dose, ela nunca o decepcionará. 
Enquanto estiver presente, fará você feliz. 
Mas se você esperar que outra pessoa lhe traga felicidade, acabará sempre desapontado.” 
Na verdade, não é por acaso que a perturbação mais comum que os dependentes passivos manifestam – além dos relacionamentos – é a dependência de drogas e álcool. 
Eles têm uma “personalidade viciável”. 
Viciam-se em pessoas, sugando-as e consumindo-as.
Em resumo, a dependência pode parecer amor porque faz as pessoas se agarrarem fortemente umas às outras. Mas na verdade não é amor, e sim uma forma de antiamor, que nasce de uma incapacidade dos pais de amar. 
Uma incapacidade que se perpetua e quer receber em vez de dar; alimenta o infantilismo e não o crescimento. 
Esforça-se para aprisionar e conter em vez de liberar. 
Acaba destruindo indivíduos e relacionamentos em vez de fortalecê-los.
.
Trecho retirado do livro “A trilha menos percorrida” de M. Scott
Peck


2 comentários:

  1. Me deu vontade de ler o livro inteiro...

    ResponderExcluir
  2. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK....ENTÃO LEIA MEU BEM...KKKKK...MAS JÁ AVISO...SE ACREDITAR EM CONTOS DE FADAS... PRÍNCIPES E PRINCESAS..... VAI CHORAR...PQ ELES NÃO EXISTEM! PRONTO FALEI!

    ResponderExcluir