E se por algum motivo tiveres que ir, vá com a certeza da liberdade que te dou de ir e vir em minha vida, para quando quiseres voltar, eu estarei aqui!
Viestes...
Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos pra mim
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, pra dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas ao vento
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, velando por mim
Vieste de olhos
fechados num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, pra dentro de mim
Ivan Lins
... QUE O SOL AO NASCER TE FAÇA SORRIR, TE MOSTRANDO QUE MAIS UM DIA SE INICIA. QUE O VENTO LEVE SEUS SONHOS ATÉ DEUS E QUE TUDO SE REALIZE... MAS QUANDO ENTARDECER, E TUDO SE ESCURECER, NÃO DESANIME, AS ESTRELAS VÃO BRILHAR E LOGO MAIS A LUA APARECERÁ... MAS, SE AS NUVENS COBRIREM O CÉU, FECHE OS OLHOS E PERCEBA QUE... NEM TODOS OS DIAS TERMINAM COMO A GENTE QUER, MAS TODOS OS DIAS PODEM COMEÇAR COMO A GENTE SONHA! BEIJOS...
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
O 1° BEIJO DE MUITOS QUE ESTÃO POR VIR, TEM QUE SER DESEJADO, PORQUE FICARÁ ETERNO EM NÓS...
O beijo bom é daqueles que não se precisa pedir.
Um beijo impensado de tão desejado.
De surpresa.
Um beijo lento, sem pressa, sem ameaça, sem desconforto.
Um beijo simples e honesto, sem grandes rompantes.
Apenas um beijo dado com vontade.
Nem rápido nem demorado, mas com sentimento.
Beijo quentinho, que faz a gente amolecer inteira instantaneamente.
Um beijo daquele que, de tão espontâneo, não se esquece mais.
Daquele que deixa o gosto na boca da gente pra sempre.
Como o primeiro beijo de um novo casal, cheio de descoberta, mas com mais intimidade.
Tanta intimidade que a procura pelos lábios chega a ser intuitiva.
Um beijo que abraça, curte, sente a outra pessoa por inteiro.
Um toque leve de lábios, de línguas... olhos mansamente cerrados, mãos ora soltas, ora entrelaçadas como que por um encanto não querem se soltar, coração entregue.
Beijo sem nota, sem avaliação.
Beijo de namorado apaixonado de um homem enamorado por sua conquista sua mulher somente sua.
Beijo de saudade.
Um beijo que, quando acaba, faz a gente respirar fundo e demorar pra abrir os olhos. Suave, calmo, de paz.
Um beijo de canto da boca, daqueles que queremos dar mas ainda não temos coragem de fazê-lo, e esse beijo, esse do canto da boca, é o que mais me encanta, porque ele é puro, e é maduro!
Beijo que transmite aconchego, bem-querer, aceitação.
Jdol"s
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
A DESPEDIDA
Ela sabia que aquela era
a última despedida.
O abraço pareceu-lhe insignificante para o tempo que desejava que ele durasse e o som da multidão parecia ter sido totalmente substituído pelo silêncio sentido no interior, um vazio profundo que tomava conta dela.
O abraço pareceu-lhe insignificante para o tempo que desejava que ele durasse e o som da multidão parecia ter sido totalmente substituído pelo silêncio sentido no interior, um vazio profundo que tomava conta dela.
Ele fechava os olhos, com saudades, sem
certeza, confuso mas livre.
Agora só carregava o peso de um sentimento incerto, algo que antes tinha sido demasiado intenso para ser negado.
Agora só carregava o peso de um sentimento incerto, algo que antes tinha sido demasiado intenso para ser negado.
O
tempo passava e a despedida era inevitável.
Ambos queriam fugir para
acabar de vez com aquele sentimento, para evitarem a vontade de ficar.
Ela acabou por o largar,
cabisbaixa para esconder a verdade do seu olhar.
Todo o seu corpo se
contorcia para não deixar cair uma única lágrima.
Todo o seu corpo
lutava para esconder o que ainda estava à vista de todos aqueles que
passavam.
O fim sem vontade, o medo do incerto, a solidão. Ambos
seguiram os seus caminhos sem hesitação, sabendo que nada mais havia a
fazer, nada mais havia para conversar.
Ele, mais do que ela, tentava
bloquear os seus pensamentos confusos, indecisos, tentando convencer-se
que estava a fazer o que era certo... embora nada nem ninguém
lhe pudesse consolar a dor de a ver partir.

Agora as suas vidas iam
ser como aquela linha de metrô.
Cada um estava de um lado diferente da
plataforma, seguindo caminhos opostos. Esperavam pelo metro como quem
esperava pelo destino incerto que tinham pela frente.
Custava a respirar, o sufoco apertava como aqueles túneis que se perdiam no interior da cidade... a mesma cidade que tinha testemunhado a paixão do seu olhar, os sorrisos nos seus rostos, a cumplicidade dos seus abraços e os passeios sem fim ao cair da tarde, as promessas de um amor eterno! O mesmo amor que agora os consumia com uma mágoa silenciosa.
Custava a respirar, o sufoco apertava como aqueles túneis que se perdiam no interior da cidade... a mesma cidade que tinha testemunhado a paixão do seu olhar, os sorrisos nos seus rostos, a cumplicidade dos seus abraços e os passeios sem fim ao cair da tarde, as promessas de um amor eterno! O mesmo amor que agora os consumia com uma mágoa silenciosa.
O metrô chegou.
Ela
entrou e, num impulso, virou as costas para não o ver, como que virando
as costas a um passado que tinha ficado marcado bem dentro de si.
Foi então que ele percebeu que a
sua decisão não podia voltar atrás.
E, ao mesmo tempo, em locais
diferentes, ambos choraram a perda de alguém que preenchia todo o espaço.
E tal como aquele metro, cheio de linhas cruzadas, estava
a vida daquelas duas almas que agora partiam sem saber se algum dia se
iriam voltar a cruzar!
ESPERAR O AMOR É ESPERAR DEMAIS?
Esperar que o amor aconteça e traga com ele sensações novas, frenesi e a resolução de todos os conflitos psíquicos é algo equivocado.
O amor não é inquietude.
O amor é paz, serenidade, aconchego e segurança.
Acontece que muitas pessoas esperam do amor as mesmas sensações experimentadas no início da relação amorosa, na paixão.
Flavio Gikovate que me perdoe mas a inspiração em suas palavras é que norteia esse meu texto.
Sem dúvida compartilho da ideia de que apesar de intrinsecamente ligados, a paixão acaba quando o amor acontece.
O amor é aconchego,
é estar em paz com essa outra pessoa que lhe dá bem estar.
Uma amizade muito profunda, admiração intelectual e afinidades no sexo, isso é amor.
A paixão não.
A paixão quando acontece tem em si dois sentimentos salutares: encantamento e medo.
É um estado passageiro em que o pensamento do apaixonado é apenas o alvo da sua paixão, há uma sensação de conflito, aflição e o ser apaixonado vive tomado, o tempo todo, por essa sensação de uma eminente tragédia, dorme mal, come mal, preso à essa história como algo que rege a sua vida. A tensão de perder o ser por quem nutre essa paixão lhe faz tremer, esse é o seu medo.
Acontece que com o tempo o medo diminui, não o amor. E esse é o erro mais comum. As pessoas acham que porque não há mais esse conflito interno, essa forte emoção motivada pela paixão, o amor acaba.
Mas é aí que tem início o amor. Quando a sensação de paz, serenidade, aconchego, quando ela acontece, se está mais próximo do amor.
frases_muito_amor
As pessoas que apreciam essas altas tensões, essas emoções fortes em relacionamentos, se envolvem em brigas e conflitos com o parceiro.
Na briga aparecerá a tensão do rompimento, a tristeza da perda, a dor da ruptura premente, novas emoções estão formadas. E depois há uma reconciliação e então cria-se toda a atmosfera de paixão novamente, para que cessado esse momento uma nova briga seja reinventada, para que o amor seja uma aventura emocionante.
Mas na verdade o amor não é intenso, o amor não é nada disso. O amor é um estado da alma, tranquilo, sereno, seguro. Do amor podemos esperar aconchego.
Um casal que gosta de aventuras deve se preparar para isso. A aventura não estará no relacionamento, mas sim no que fazem com o relacionamento – como diz Gikovate. Um casal aventureiro deve viajar, pular de asa delta, frequentar trilhas, ir à shows, fazer novas amizades, enfim movimentar a vida a dois.
O casal deve deixar que as aventuras, os conflitos e os desafios estejam reservados para a vida profissional de cada um. A atividade no trabalho envolve esse tipo de emoção, onde a pessoa pode vencer em um dia e perder no outro.
As relações amorosas podem ser comparadas com a tensão e a disputa que podem ocorrer nas relações de trabalho. Assim como se comparado com o início do relacionamento, com as histórias da paixão, o amor pode parecer algo tedioso, meio devagar, meio pacato, acomodado, ou “chato” – como prefere chamar Gikovate. Até porque sexualmente o entusiasmo tende a diminuir, a intimidade vai ganhando campo, não é mais necessário tanto esforço para agradar, um já conhece o corpo do outro, na medida em que a relação se estabiliza o desejo diminui, pois não há o desafio da conquista e isso deve trazer uma sensação de paz.
Essa sensação de paz não deve ser entediante, porque o amor não é chato, e sim algumas pessoas são entediantes.
Amor... Insano amor.
Pessoas entediantes, chatas, monótonas, são aquelas que não se reciclam, que não se relacionam, não estudam, não lêem, não escutam música. São aquelas que sempre têm um repertório próprio, adoram falar da vida dos outros pois a vida própria não tem nada para ser contado. São pessoas que frequentam sempre os mesmos lugares, ouvem as mesmas musiquinhas e, obviamente, conviver com uma pessoa que não se reinventa, que não se recicla, que não se enfrenta, acaba transformando a relação em algo chato.
Mas o amor não é chato. Ele é paz, é harmonia, num clima ótimo onde existe o poder de se reabastecer de energia. É uma relação rica do ponto de vista intelectual, também é rica do ponto de vista sexual, apesar de não ter aquela intensidade dos primeiros tempos.
O amor é, principalmente, uma relação de troca, onde os parceiros crescem e ao crescerem se tornam fortes, mais seguros e podem desenvolver melhor suas outras atividades da vida na qual se dedicam.
As pessoas devem esperar do amor aquilo que ele pode oferecer ao invés de esperar do amor aventuras mirabolantes, pois aí se decepcionam e passam a ter somente essas aventuras efêmeras, fúteis e superficiais.
Um pouco disso é culpa dos romances e das novelas, em que a tensão é curtida com o fatídico “foram felizes para sempre”. Essa paz e harmonia os filmes não mostram, as novelas desprezam. História de amor bem sucedido e feliz não dá ibope, não dá história alguma.
Por Nathalia Paccola
Talvez um dia eu tenha coragem para uma nova viagem…
Estou sozinho no meu espaço, escondido entre as paredes de algumas recordações.
Preparo-me para mais uma vez fugir e aprisionar todos os sonhos e desejos na minha solidão.
Lentamente subo, esperando um empurrão, e penso que chegou o memento de transformar esta ilusão.
Salto para outro lugar e ganhando coragem, enfrento a realidade. Quero aprender a construir um novo dia,
um amanha.
Acordo e momentaneamente me apercebo que sem lutar nada terei.
Preparo-me para mais uma vez fugir e aprisionar todos os sonhos e desejos na minha solidão.
Lentamente subo, esperando um empurrão, e penso que chegou o memento de transformar esta ilusão.
Salto para outro lugar e ganhando coragem, enfrento a realidade. Quero aprender a construir um novo dia,
um amanha.
Acordo e momentaneamente me apercebo que sem lutar nada terei.
Hoje não quero ver ninguém, não vou sair de casa só para fingir que tudo está bem, que eu estou bem. Já conheço a rotina e sei de cor todos os passos que ainda tenho para dar.
Solto os momentos, meus momentos, meus segundos e não sei como viver, porém, liberta-se-me uma força que tenho para renascer e deixo-me voar, saio do meu silêncio, troco as voltas ao tempo, e descubro que é hora de mudar.
Solto os momentos, meus momentos, meus segundos e não sei como viver, porém, liberta-se-me uma força que tenho para renascer e deixo-me voar, saio do meu silêncio, troco as voltas ao tempo, e descubro que é hora de mudar.
Mudo e vivo nas ondas deste meu olhar, que abriga tudo que em mim existe, solto os meus dias e vejo-te, observo-te longe de mim. Mas sou livre como um beijo que anseia ate chegar a ti. Mas sou feliz assim, porque sou livre e o beijo já não parte de ti. Anseia chegar a ti, porém parte de mim. Sou livre, agora dos receios que davam cabo de mim.
O calor que está em mim não vem do sol, e felizmente também não vem de ti, vem de mim, de alguém que já foi feliz.
De hoje em diante não mais mostrarei quem sou, não direi o que sinto, onde estou ou para onde vou. De nada me valeu contar que era de ti que eu gostava, contar o que tinha para te dar. De que valeu a coragem se a viagem foi em vão?
Passo a andar mais escondido nos meus segredos e vou escrevendo o que sinto, lutando contra os meus medos. E tenho certeza que um dia darás valor ás palavras que eu tinha para ti, que acabei por não falar por ter medo de errar e as escondi.
Talvez um dia saibas quem sou.
Talvez um dia eu tenha coragem e nesse dia tudo o que mudou pode deixar-nos juntos numa nova viagem.
Talvez um dia saibas quem sou.
Talvez um dia eu tenha coragem e nesse dia tudo o que mudou pode deixar-nos juntos numa nova viagem.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Felicidade Realista
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.
Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro?
Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor?
Ah, o amor...
não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
MARIO QUINTANA
domingo, 12 de janeiro de 2014
Na própria pele
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais
sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando
na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo convivendo com
tantas perguntas que o tempo não respondeu e com a ausência de qualquer
garantia de que ele ainda responda.
É me sentir confortável, mesmo
entendendo que as respostas que tenho mudarão, como tantas já mudaram, e
que também mudarei, como eu tanto já mudei.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo sentindo que cada vez mais eu sei cada vez menos, e não saber, ao contrário do que já acreditei, pode nos fazer vislumbrar uma liberdade incrível, às vezes. Tem saber que é nítida sabedoria, que fortalece, que faz clarear, mas tem saber que é apenas controle disfarçado, artifício do medo, armadilha da dona auto sabotagem
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo sentindo que cada vez mais eu sei cada vez menos, e não saber, ao contrário do que já acreditei, pode nos fazer vislumbrar uma liberdade incrível, às vezes. Tem saber que é nítida sabedoria, que fortalece, que faz clarear, mas tem saber que é apenas controle disfarçado, artifício do medo, armadilha da dona auto sabotagem
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais
sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando
na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo percebendo que a
minha vida não tem lá tanta semelhança com o enredo que eu imaginei para
ela na maior parte da jornada e que nem por isso é menos preciosa. É me
sentir confortável, cabendo sem esforço e com a fluidez que eu souber,
na única história que me é disponível, que é feita de capítulos
inéditos, e que não está concluída: esta que me foi ofertada e que, da
forma que sei e não sei, eu vivo.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir. É me sentir confortável, mesmo sentindo uma saudade imensa de uma pátria, aparentemente utópica, onde os seus cidadãos tenham ternura, respeito e bondade, suficientes, para ajudar uns aos outros na tecelagem da paz e no desenho do caminho.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. Estarmos na nossa própria pele não é fácil e essa percepção é capaz de nos humanizar o bastante para nos aproximarmos com o coração do entendimento do quanto também não seria fácil estarmos na pele de nenhum outro. Por maiores que sejam as diferenças, as singularidades de enredo, as particularidades de cenário, não nos enganemos: toda gente é bem parecida com toda gente. Toda gente é promessa de florescimento, anseia por amor, costuma ter um medo absurdo e se atrapalhar à beça nessa vida sem ensaio.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir. É me sentir confortável, mesmo sentindo uma saudade imensa de uma pátria, aparentemente utópica, onde os seus cidadãos tenham ternura, respeito e bondade, suficientes, para ajudar uns aos outros na tecelagem da paz e no desenho do caminho.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. Estarmos na nossa própria pele não é fácil e essa percepção é capaz de nos humanizar o bastante para nos aproximarmos com o coração do entendimento do quanto também não seria fácil estarmos na pele de nenhum outro. Por maiores que sejam as diferenças, as singularidades de enredo, as particularidades de cenário, não nos enganemos: toda gente é bem parecida com toda gente. Toda gente é promessa de florescimento, anseia por amor, costuma ter um medo absurdo e se atrapalhar à beça nessa vida sem ensaio.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele.
É me sentir confortável o suficiente para cada
vez mais encarar os desconfortos todos fugindo cada vez menos, sabendo
que algumas coisas simplesmente são como são, e que eu não tenho nenhuma
espécie de controle com relação ao que acontecerá comigo no tempo do
parágrafo seguinte, da frase seguinte, da palavra seguinte.
É me sentir
confortável o suficiente para caminhar pela vida com um olhar que não
envelhece, por mais que eu envelheça, e um coração corajoso, carregado
de brotos de amor.
A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.
Encontros e Desencontros do Amor
Cada encontro está carregado de perda.
Ou de perdas.
Cada encontro está carregado de perda.
Ou de perdas.
As vezes duas pessoas
que se amam (amigos, casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são felizes.
Ao fim da felicidade, um deles chora.
Ou fica triste.
que se amam (amigos, casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são felizes.
Ao fim da felicidade, um deles chora.
Ou fica triste.
Ou baixa os olhos.
Ou é invadido por uma inexplicável melancolia.
É a perda que está escondida no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é tão raro que mesmo quando ocorre, vem carregado de todas as experiências de desencontros anteriores. Quando você está perto de alguém e não consegue expressar tudo o que está claro e simples na sua cabeça, você está tendo um desencontro.
Aquela pessoa que lhe dá um extremo cansaço de explicar as coisas é alguém com quem você se desencontra.
Aquela a quem você admira tanto, que lhe impede de falar, também é um agente de desencontro, por mais encontros que você tenha com as causas da sua admiração por ele.
A pessoa que só pensa naquilo em que vai falar e não naquilo que você está dizendo para ela é alguém com quem você se desencontra.
Alguém que o ama ou o detesta, sem nunca ter sofrido a seu lado, é alguém desencontrado de você.
Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade de afeto.
É a experiência de desencontros que ensina o valor dos raros encontros que a vida permite.
A própria vida é uma espécie de antessala do grande encontro (com o todo? o nada?).
Por isso talvez ele nada mais seja do que uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência DO SER. Mas por isso ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda.
E no ato de sentir-se feliz associa-se a ideia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações, da exceção que aquilo significa.
Ou é invadido por uma inexplicável melancolia.
É a perda que está escondida no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é tão raro que mesmo quando ocorre, vem carregado de todas as experiências de desencontros anteriores. Quando você está perto de alguém e não consegue expressar tudo o que está claro e simples na sua cabeça, você está tendo um desencontro.
Aquela pessoa que lhe dá um extremo cansaço de explicar as coisas é alguém com quem você se desencontra.
Aquela a quem você admira tanto, que lhe impede de falar, também é um agente de desencontro, por mais encontros que você tenha com as causas da sua admiração por ele.
A pessoa que só pensa naquilo em que vai falar e não naquilo que você está dizendo para ela é alguém com quem você se desencontra.
Alguém que o ama ou o detesta, sem nunca ter sofrido a seu lado, é alguém desencontrado de você.
Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade de afeto.
É a experiência de desencontros que ensina o valor dos raros encontros que a vida permite.
A própria vida é uma espécie de antessala do grande encontro (com o todo? o nada?).
Por isso talvez ele nada mais seja do que uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência DO SER. Mas por isso ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda.
E no ato de sentir-se feliz associa-se a ideia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações, da exceção que aquilo significa.
A partir daí, uma tristeza muito particular se instala.
A tristeza feliz.
Tristeza feliz é a que só surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros.
Encontros verdadeiros são os que se realizam de ser para ser e não de inteligência para inteligência ou de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras, eles realizam em cada pessoa, a parte delas que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências e às certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza da fluidez da felicidade vivida do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada.
Quem se alegra demais se distancia da felicidade. Felicidade está mais próxima da paz que da alegria, do silêncio do que da festa. Felicidade está perto da tristeza, porque a certeza da perda se instala a cada vez que estamos felizes.
É esta certeza - a da perda - que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que se instala após os verdadeiros encontros. Há sempre uma despedida em cada alegria.
Há sempre um "E depois? após cada felicidade.
Há sempre uma saudade na hora de cada encontro.
Antecipada.
Disso só se salva quem se cura, ou seja,
quem deixa de estar feliz para ser feliz,
quem passa do estar para o ser.
Arthur da Távola.
Tristeza feliz é a que só surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros.
Encontros verdadeiros são os que se realizam de ser para ser e não de inteligência para inteligência ou de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras, eles realizam em cada pessoa, a parte delas que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências e às certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza da fluidez da felicidade vivida do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada.
Quem se alegra demais se distancia da felicidade. Felicidade está mais próxima da paz que da alegria, do silêncio do que da festa. Felicidade está perto da tristeza, porque a certeza da perda se instala a cada vez que estamos felizes.
É esta certeza - a da perda - que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que se instala após os verdadeiros encontros. Há sempre uma despedida em cada alegria.
Há sempre um "E depois? após cada felicidade.
Há sempre uma saudade na hora de cada encontro.
Antecipada.
Disso só se salva quem se cura, ou seja,
quem deixa de estar feliz para ser feliz,
quem passa do estar para o ser.
Arthur da Távola.
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