‎... QUE O SOL AO NASCER TE FAÇA SORRIR, TE MOSTRANDO QUE MAIS UM DIA SE INICIA. QUE O VENTO LEVE SEUS SONHOS ATÉ DEUS E QUE TUDO SE REALIZE... MAS QUANDO ENTARDECER, E TUDO SE ESCURECER, NÃO DESANIME, AS ESTRELAS VÃO BRILHAR E LOGO MAIS A LUA APARECERÁ... MAS, SE AS NUVENS COBRIREM O CÉU, FECHE OS OLHOS E PERCEBA QUE... NEM TODOS OS DIAS TERMINAM COMO A GENTE QUER, MAS TODOS OS DIAS PODEM COMEÇAR COMO A GENTE SONHA! BEIJOS...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Felicidade Realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.
 Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. 
 Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? 
Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? 
Ah, o amor... 
não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. 
 É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. 
Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz sem nenhum. 
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. 
 Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. 
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. 
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. 
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. 
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
 A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. 
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. 
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. 
Invente seu próprio jogo.
                         MARIO QUINTANA

Nenhum comentário:

Postar um comentário